O que aconteceu no caso das “rachadinhas” envolvendo o antigo gabinete de Flávio Bolsonaro?

Em 2020, o Ministério Público do Rio denunciou Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Denúncia não é condenação.

Antes disso, em manifestação ao MP de 28/02/2019, Queiroz afirmou que recolhia parte dos salários de funcionários do gabinete. Segundo sua versão, o dinheiro era redistribuído a colaboradores informais para ampliar a atuação política do então deputado. Ele negou enriquecimento pessoal e disse que Flávio não sabia do mecanismo.

Em 2021, a Segunda Turma do STF anulou 4 dos 5 relatórios do Coaf usados na denúncia, por considerar irregular a forma de obtenção dos dados.

A decisão tratou da legalidade das provas — não julgou se os fatos ocorreram ou não.

Em 2022, após anulações de provas pelo STJ e STF, o próprio Ministério Público pediu a extinção do processo. O TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa e registrou que isso não impediria eventual retomada das investigações caso surgissem novos elementos.

O que é possível afirmar:
• houve denúncia formal;
• Queiroz admitiu recolher parte dos salários, mas apresentou outra explicação para o destino do dinheiro;
• Flávio Bolsonaro não foi condenado nesse caso;
• provas centrais foram anuladas;
• a denúncia foi rejeitada em 2022.

Em setembro de 2026, houve pedido ao MP-RJ para reabrir a investigação. Pedido de reabertura não significa investigação reaberta.

A defesa de Flávio nega irregularidades.

Fontes: MPRJ; STF, HC 201965; TJRJ, proc. 0072696-34.2020.8.19.0000; manifestação de Queiroz ao MP-RJ, noticiada pela Folha; Folha, 29/09/2026.

Status verificado em 06/10/2026.

Leia. Confira. Tire sua conclusão.

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