Loja de chocolates: o que chamou atenção do MP
Depósitos em espécie, sazonalidade e a hipótese investigativa que não virou acusação específica em 2020.
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Legenda
Por que uma loja de chocolates de Flávio Bolsonaro entrou na investigação das “rachadinhas”?
Entre 2015 e 2018, o Ministério Público do Rio analisou movimentações da empresa que administrava uma franquia de chocolates no Via Parque Shopping, no Rio.
Segundo os investigadores, alguns pontos chamaram atenção:
• volume relevante de depósitos em dinheiro vivo;
• proporção de valores em espécie acima da observada em negócios semelhantes;
• diferença entre o faturamento registrado pelo shopping e os créditos que entraram na conta da empresa;
• coincidência entre parte dos depósitos e períodos em que, segundo a investigação, Fabrício Queiroz arrecadaria valores de assessores.
O MP estimou que essa diferença chegava a cerca de R$ 1,6 milhão e levantou a hipótese de possível lavagem de dinheiro.
Outro dado chamou atenção: na Páscoa, quando as vendas aumentavam, os pagamentos por cartão cresciam, mas os depósitos em dinheiro vivo não acompanhavam o mesmo padrão sazonal.
Indício não é prova de crime.
E há uma distinção importante: a suspeita de lavagem por meio da loja não foi incluída como acusação específica na denúncia de 2020. O próprio MP registrou que essa apuração continuaria separadamente.
O caso principal das rachadinhas acabou depois que provas foram anuladas pelo STJ e pelo STF. Não houve condenação de Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro por meio da loja.
A defesa de Flávio sempre negou irregularidades. Em 2026, sua assessoria afirmou que as investigações demonstrariam sua honestidade.
Fontes: MPRJ; Folha de S.Paulo; registros da investigação divulgados à época.
Status verificado em 06/10/2026.
Leia. Confira. Tire sua conclusão.
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