O que o Ministério Público alegou sobre “funcionários fantasmas” no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro?

Na denúncia apresentada em 2020, o MP-RJ afirmou que servidores teriam sido nomeados no gabinete sem prestar regularmente o serviço público correspondente e que parte das remunerações seria desviada.

Segundo a acusação, cerca de R$ 6,1 milhões teriam sido desviados por meio de 12 funcionários classificados pelo MP como “fantasmas”.

Denúncia não é condenação.

Os investigadores também analisaram registros de telefonia. Em relação a oito dos doze servidores citados, foram cruzadas dezenas de milhares de ligações para verificar a presença nas proximidades da Alerj.

Um dos casos citados foi o de Luiza Souza Paes. Segundo o MP, ela mantinha uma pequena parte do salário e repassava a diferença a Fabrício Queiroz. Dados de antenas telefônicas indicaram presença próxima à Alerj em apenas três datas dentro do período analisado.

Esses elementos integraram a acusação do MP. Eles não equivalem, isoladamente, a uma condenação judicial.

Em 2022, a denúncia do caso das rachadinhas foi rejeitada depois de decisões do STJ e do STF anularem provas utilizadas na investigação.

Flávio Bolsonaro não foi condenado nesse processo.

Fontes: MPRJ; TJRJ; cobertura jornalística sobre a denúncia e os dados de telefonia.

Leia. Confira. Tire sua conclusão.

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