Desemprego: Bolsonaro x Lula — a mesma métrica, ano a ano
Comparação da taxa anual de desocupação usando exatamente a mesma série do IBGE, com esclarecimento sobre Bolsa Família e destaque para o menor valor da série histórica em 2025.
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Legenda
O desemprego caiu mais no governo Bolsonaro ou no governo Lula?
Para comparar, usamos exatamente a mesma régua: a taxa anual de desocupação da PNAD Contínua, do IBGE.
Nada de comparar média anual de um governo com trimestre isolado do outro.
Na série reponderada mais recente:
2019 — 11,8%
2020 — 13,7%
2021 — 14,0%
2022 — 9,6%
Durante o governo Bolsonaro, o desemprego subiu fortemente nos anos da pandemia e caiu de forma expressiva em 2022.
Nos três primeiros anos completos do governo Lula:
2023 — 7,7%
2024 — 6,6%
2025 — 5,6%
Os 5,6% de 2025 representam a menor taxa anual de desemprego de toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
E um ponto importante:
Receber Bolsa Família não faz ninguém ser considerado empregado pelo IBGE.
Na PNAD, uma pessoa é classificada como ocupada porque trabalhou ou tinha um trabalho do qual estava temporariamente afastada.
Quem não trabalha, procura emprego e está disponível pode ser classificado como desempregado.
Quem não trabalha e não procura emprego fica fora da força de trabalho.
Por isso, também vale olhar outros indicadores.
Em 2025, além do desemprego cair, a população ocupada chegou a 103 milhões de pessoas e o nível de ocupação atingiu 59,1% — ambos recordes da série.
Isso mostra o resultado do mercado de trabalho.
Não prova, sozinho, que toda a melhora ou piora foi causada pelo presidente: pandemia, juros, atividade econômica e outros fatores também influenciam.
Fonte: IBGE — PNAD Contínua, série reponderada em 2025.
Leia. Confira. Tire sua conclusão.






