Flávio Bolsonaro foi “funcionário fantasma” da Câmara?

Os documentos permitem afirmar algo mais específico.

Entre dezembro de 2000 e junho de 2002, Flávio ocupou um cargo de assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O cargo tinha jornada de 40 horas semanais. Ao mesmo tempo, ele cursava Direito presencialmente no Rio de Janeiro e realizava estágio voluntário na Defensoria Pública do estado.

Informações obtidas por meio da Lei de Acesso apontaram que o cargo estava vinculado a atividades em órgãos da Câmara em Brasília e não tinha prerrogativa formal para ser exercido em outra cidade.

Não havia ponto eletrônico diário. A liderança partidária encaminhava mensalmente a informação de frequência.

Em sua declaração de renda de 2001, Flávio informou ter recebido R$ 56.548,63 da Câmara.

O que isso permite afirmar?

Há registros de atividades presenciais simultâneas no Rio e de um cargo de 40 horas em Brasília.

Isso levanta uma questão legítima sobre como as obrigações eram conciliadas.

Mas não localizamos decisão judicial ou administrativa que tenha declarado formalmente que Flávio Bolsonaro era “funcionário fantasma” nesse cargo.

Em 2019, sua assessoria não respondeu às perguntas da reportagem que levantou o caso.

Leia. Confira. Tire sua conclusão.

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